Baixa Visão

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Visão Subnormal ou Baixa Visão ocorre quando há uma grande perda da visão (visão abaixo de 20% nos dois olhos), mas com alguma funcionalidade preservada (ao contrário da cegueira). Segundo Relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de quatro milhões de pessoas sofrem deste mal. Quando bem orientado por um oftalmologista o paciente com visão subnormal pode ter pode ser sua vida facilitada e conseguir enxergar e ser capaz de ler tipos impressos ampliados com auxílios ópticos, que são aparelhos especiais que ampliam consideravelmente a visão.

 

A visão subnormal não pode ser corrigida ou atenuada com o uso de Óculos , Lentes de Contato, Cirurgia Refrativa  ou Cirurgia de Catarata. As principais causas de visão subnormal são Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Glaucoma e Retinopatia Diabética.

 

Visão Subnormal é uma sub-especialidade dentro da Oftalmologia onde o médico oftalmologista trata de pessoas que tenham menos que a visão normal.

 

De acordo com a 10ª classificação Estatística Internacional das Doenças e Problemas relacionados à Saúde (CID-10), considera-se Visão Subnormal quando o valor da acuidade visual corrigida no melhor olho é pior que 0,3 (20/60) e melhor ou igual a 0,05 (20/400) ou seu Campo Visual menor que 20° no melhor olho com a melhor correção. Considera-se cegueira quando o valor de acuidade visual é pior que 0,05 (20/400) no melhor olho ou Campo Visual, menor que 10°.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Baixa Visão pode ser classificada nos seguintes aspectos:

 

– 20/30 a 20/60 : é considerado leve perda de visão, ou próximo da visão normal

– 20/70 a 20/160 : é considerada baixa visão moderada, baixa visão moderada

– 20/200 a 20/400 : é considerado grave deficiência visual, baixa visão grave

– 20/500 a 20/1000 : é considerado visão profunda, baixa visão profunda

– Inferior a 20/1000 : é considerado quase total deficiência visual, cegueira total ou quase

– Nenhuma Percepção da luz : é considerada total deficiência visual, cegueira total

 

Atenção! Muitas vezes, por falta de conhecimento ou orientação, os pacientes com Baixa Visão se sentem desestimulados e sem perspectiva de melhora na qualidade de vida, pois deixam de aproveitar seu resíduo visual através da adaptação de recursos.

 

Não se deve esperar que o paciente chegue a um estado mais avançado de perda de visão para que seja encaminhado ao médico especialista em visão subnormal. Visão pior que 20/60 com a melhor correção já se beneficia com a adaptação dos recursos para baixa visão.

 

A avaliação do paciente com Baixa Visão é um processo contínuo, em que se leva em conta as modificações refracionais, a progressão da doença de base e a adaptação de novos recursos ópticos e não ópticos de acordo com os novos interesses e necessidades apresentadas pelo indivíduo. A reavaliação oftalmológica pelo setor deve ser, portanto, periódica.

 

A atuação do oftalmologista na área da Baixa Visão é parte de um trabalho conjunto de profissionais de diferentes áreas, com o objetivo da inclusão social do indivíduo com Deficiência Visual. A atuação interdisciplinar é fundamental na habilitação e reabilitação da pessoa com Baixa Visão. Fazem parte desta equipe assistentes sociais, psicólogos, oftalmologistas, ortoptistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores e professores de orientação e mobilidade.

 

As pessoas com Deficiência Visual encontram vários empecilhos para a sua colocação no mercado de trabalho. Para que sejam competitivas, é necessário que sejam capacitadas e tenham acesso aos recursos necessários à sua atividade profissional.

 

A legislação brasileira proíbe discriminação para admissão e remuneração do indivíduo com deficiência. Além disso garante porcentagens de vagas a serem preenchidas por pacientes com alguma deficiência.

 

Os recursos servem para melhorar o desempenho visual do paciente com visão subnormal e dessa forma a sua qualidade e vida. De acordo com a Deficiência Visual apresentada, pode se lançar mão de recursos que ampliem a imagem retiniana, que desloquem a imagem retiniana para a área do campo visual preservada, que condensem a imagem retiniana ou que filtrem determinados feixes de luz a fim de aumentar o contraste e conforto.

 

Exemplos de Recursos utilizados em Visão Subnormal:

  1. Recursos Ópticos: Auxílios de ampliação angular

Para longe:

Para perto:

2. Recursos Não Ópticos

  • Ampliação do tamanho real dos objetos: Impressão gráfica em tamanho maior; aproximação da distância entre objeto e observador; ampliação de caracteres na confecção de teclados de calculadoras, computadores e telefones.
  • Pranchas de apoio para proporcionar conforto na leitura
  • Iluminação adequada a fim de aumentar contraste e reduzir o ofuscamento
  • Uso de acetato amarelo sobre o texto para aumentar o contraste
  • Uso de tiposcópio para reduzir a luz refletida pelo papel. Auxilia também nas situações em que o paciente precisa assinar um documento
  • Folhas com pautas ampliadas e reforçadas, assim como uso de lápis 6B, que é mais escuro

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3. Recursos Eletrônicos: aparelhos de vídeo ampliação

Vários modelos foram lançados no mercado e já se encontram diversos modelos portáteis. É uma boa opção para aqueles pacientes com perda visual avançada, em que os outros recursos de ampliação já não se mostram tão efetivos.

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Recentemente foi desenvolvido no Brasil e tendo como base softwares de código aberto, o Projeto F123. É um programa de baixo custo e alta eficiência, que permite aos deficientes visuais usufruírem de computadores convencionais.

Hoje em dia dispomos de inúmeros aplicativos para smart phones voltados para a população com deficiência visual, alguns deles inclusive são gratuitos.

 

O custo dos equipamentos utilizados pela pessoa com deficiência visual é baixo comparado ao retorno que traz em sua qualidade devida e na sua inserção profissional.

 

São poucos os lugares no Brasil que disponibilizam um Departamento de Visão Subnormal com exame específico e principalmente o treinamento para os pacientes com visão sub-normal. No Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ® nossos pacientes contam com equipe médica especializada e equipamentos que poderão auxiliar na melhora da visão, retornando a suas atividades sociais e de lazer e aumentando sua segurança e seu equilíbrio emocional, o que garante mais qualidade de vida ao portador de visão subnormal.

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ®, participa, estimula e atua divulgando diversos projetos de saúde ocular, inclusive na prevenção à cegueira.

 

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Dr. Fernanda Viana Duarte

Dra. Fernanda Viana Duarte – Graduada em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais. Fez residência médica em Oftalmologia e Especialização nos setores de Ultrassonografia Ocular, Retina clínica e Visão Subnormal no Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.