Cross-link de córnea CXL

O “Cross-link ou Corneal Cross-Linking” do colágeno corneano é o mais moderno tratamento do Ceratocone progressivo e da ectasia (distensão da córnea) pós-cirurgia refrativa.

 

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.41.19

 

Uma das principais causas do Ceratocone é a fraqueza do colágeno da córnea.

Segundo o especialista nesta cirurgia, Dr. Gustavo Bonfadini, o Cross-link de colágeno corneano (CXL) tem como finalidade criar novas ligações covalentes entre as moléculas de colágeno adjacentes, fortalecendo a córnea e estabilizando o Ceratocone. É uma técnica inovadora e revolucionária que veio para reduzir o número de Transplantes de Córnea no futuro próximo.

 


 

View Video

 

A idéia original da reação foto-química entre a vitamina B2 (Riboflavina) e a luz ultravioleta A (UVA) para o enrijecimento e aumento da resistência bio-mecânica da córnea foi descrita pelo Dr. Theo Seiler, MD, PhD (Zurique, Suíça), que publicou os primeiros resultados na década de 90.

 

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.43.42 Captura de Tela 2014-06-26 às 22.43.58

 

Relatos literários apontam que o aumento na rigidez corneana possa ser de até 329%.

Atualmente, o “cross-linking” pode ser usado como terapia coadjuvante quando indicado implante de anel intracorneano. Essa complementação melhorou os resultados ceratométricos pós-operatórios, comparados com os resultados obtidos em pacientes submetidos apenas ao implante anel intracorneano.

 

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.44.08

 

Como funciona o Cross-link de Córnea (CXL)?

O procedimento é realizado dentro de um centro cirúrgico sob anestesia tópica com colírio anestésico.

O epitélio da parte central da córnea é retirado através de um processo de raspagem e gotas de colírio de Riboflavina (Vitamina B12) são aplicadas várias vezes na superfície da córnea, até que haja impregnação corneana do colírio. A seguir, o paciente é colocado deitado sob um microscópio cirúrgico, tendo as pálpebras imobilizadas por um afastador especial (blefarostato) e a seguir, após a calibração do aparelho que emite a radiaçãoo Ultravioleta A de 370nm é aplicada sobre a superfície da córnea embebida pela Riboflavina.

 

Quanto tempo leva para que o procedimento tenha o efeito pretendido?

A córnea, através Cross Link, tem sua resistência e rigidez aumentada tão logo termina a aplicação da luz ultravioleta e esta resistência se ascentua ainda por alguns dias após o término do procedimento. Como resultado final a progressão do Ceratocone ou a evolução da ectasia de córnea é interrompida.

 

Pós-operatório do Cross-link de Córnea (CXL)

No pós-operatório utilizamos colírio de antibiótico e anti-inflamatório por 15 dias, e o paciente é examinado até a retirada da lente de contato, que geralmente é retirada entre 4-7dias.

 

Riscos do Cross-linking de Córnea (CXL)

Uma vez que o epitélio da córnea é retirado para a realização do procedimento, existirá sempre um risco de infecção, o qual muito embora extremamente baixo, deverá ser prevenido com uso de colírio antibiótico de 10a 15 dias.

 

Resultados Clínicos

Em numerosos estudos europeus da segurança e eficácia de cross-linking para ceratocone progressivo, a forma da córnea normalmente tem estabilizado e não é mais se tornando mais íngreme por 3 meses após a cirurgia. Por seis meses, a córnea tornou-se mais planas (em até 6,00 D ou mais), e acuidade visual dos indivíduos melhorou em muitos casos. Estas melhorias na forma da córnea e alterações na visão parecem continuar por mais de 6 anos. Depois de cross-linking, a espessura da córnea diminui à medida que o tecido se torna mais forte e mais compacta. Este desbaste torna-se evidente em um mês e persiste em longo prazo.

Nos Estados Unidos, R. Doyle Stulting, MD, PhD, iniciou um estudo multicêntrico em 2007. Os resultados preliminares mostraram uma estabilização da forma da córnea, 3 meses e achatamento por 6 meses após o tratamento. Em contraste, os olhos de controle (que não foram submetidos a cross-linking) continuaram a apresentar ceratocone progressivo e perder a visão durante este tempo período.

Conforme explicação do Dr. Gustavo Bonfadini, “A manutenção da qualidade de vida nesses pacientes é fundamental, e é justamente aí que se insere o crosslinking. Apesar de termos evidências de melhora da visão, esse é um procedimento para tentar estabilizar a evolução da doença”.

 

Saiba mais sobre: Ceratocone.

Saiba mais sobre: Anel intracorneano em Ceratocone.

Saiba mais sobre: Tratamento do ceratocone.

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ®, possui equipe médica especializada, com experiência no diagnóstico e tratamento do Ceratocone.

 

Agende sua consulta.

Dr. Gustavo Bonfadini

É o Diretor Médico do Banco de Olhos do Estado do Rio de Janeiro -INTO e Coordenador da Câmara Técnica Estadual de Transplantes de Córnea. Realizou fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Universidade de Johns Hopkins – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.