Degeneração Macular DMRI

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A mácula é uma pequena área localizada na parte posterior do olho que nos permite ver detalhes finos com clareza.

Para alguns, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) provoca uma espécie de “nuvem escura” na frente da vista. Para outros, mais parece um “borrão de tinta”. Os portadores de Degeneração Macular podem até discordar quanto à melhor metáfora para ilustrar o incômodo que sentem, mas concordam em um ponto: a doença, que atinge 30 milhões de pessoas em todo o mundo, quase 3 milhões só no Brasil, chega a comprometer a qualidade de vida.

“A Degeneração Macular é a doença oftalmológica de maior prevalência entre indivíduos acima dos 60 anos. A estimativa é que 10% da população nesta faixa etária apresente algum grau da doença”, alerta o oftalmologista Dr.Almyr Sabrosa.

“A mácula é a parte da vista que capta os detalhes com mais clareza e precisão, e a que dá também a Visão de Cores” . Como sua principal atribuição é proporcionar uma visão mais nítida e detalhada, os portadores da doença costumam encontrar dificuldade na hora de executar tarefas simples, como ler jornal, jogar cartas ou fazer tricô.

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A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença ocular caracterizada pelo dano à mácula. Quando há lesão na mácula, a região central das imagens é bloqueada, ocorrendo perda progressiva da visão central. Os indivíduos acometidos pela DMRI podem manter alguma visão periférica, porém a habilidade para a execução de atividades mais refinadas fica prejudicada.

O principal fator de risco identificado para o desenvolvimento da doença é o envelhecimento, de modo que a sua prevalência aumenta consideravelmente com a idade. Acredita-se que a insuficiência circulatória, com redução do fluxo sanguíneo para a área macular também contribui para o desenvolvimento da doença. Outros fatores de risco que vêm sendo investigados incluem: predisposição genética, tabagismo, hipertensão arterial, exposição aos raios ultravioleta e dieta não-balanceada associada à obesidade.

 

View Video  A Degeneração Macular (DMRI) é uma doença silenciosa. Não causa coceira ou vermelhidão. Muitas vezes quando o paciente nota alguma diferença, a doença já pode estar avançada. Na maioria dos casos, os portadores da doença relatam embasamento da visão, distorção das imagens ou alteração da percepção de Visão de Cores. Há quem reclame, também, de formação de Moscas Volantes (FLOATERS) e sensação de visão dupla. Ao contrário do Glaucoma que atrapalha a visão periférica, a degeneração macular prejudica a visão central. Para onde quer que olhem, os portadores da doença são implacavelmente perseguidos por uma alteração na visão central.   View Video

 

View Video  Tipos de Degeneração Macular (DMRI) A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é classificada nas categorias não-neovascular (também conhecida como seca) e neovascular (úmida). As duas formas podem se manifestar ao mesmo tempo, em um ou nos dois olhos de uma mesma pessoa. A forma não-neovascular pode se apresentar em algum momento que precede o desenvolvimento da DMRI neovascular. O início e a progressão dos tipos de DMRI não seguem um padrão estabelecido, o que a torna uma doença de difícil diagnóstico em seus estágios iniciais. De causa desconhecida, está associada, em suas duas formas de manifestação, a riscos conhecidos, como idade avançada, história familiar e tabagismo.   DMRI Seca: mais comum Aproximadamente 90% das pessoas com DMRI apresentam a forma seca da doença, também conhecida como forma não-neovascular. Caracteriza-se por depósitos subrretinianos chamados drusas, que são pequenos acúmulos de material amorfo e debris abaixo da retina e acima das células do epitélio pigmentar da retina (EPR). Ao exame de fundoscopia, as drusas aparecem como pequenos pontos amarelos abaixo da retina. As drusas podem ser duras ou moles e podem aumentar em número e em tamanho. Muitas pessoas apresentam, a partir dos 50 anos, pequenas drusas duras, como uma consequência normal do envelhecimento, sem que representem risco para a visão. Drusas maiores, moles, no entanto, estão associadas à DMRI e podem representar um risco potencial para a perda de visão e progressão da doença para formas mais graves.   View Video

 

View Video  O aumento das drusas, em número e tamanho, pode impedir o fluxo de nutrientes para a retina sadia e para as células do epitélio pigmentar da retina (EPR). A atrofia e morte das células do EPR levam à perda da função e à degeneração da retina externa acima dele. Algumas pessoas se beneficiam do uso de suplementos alimentares na dieta, diminuindo a progressão para casos avançados e, principalmente, para a forma neovascular. O efeito dos suplementos e vitaminas no risco de progressão da DMRI seca foi investigado pelo estudo Age- Related Eye Desease Study (AREDS) da Universidade de Johns Hopkins (Baltimore, Maryland, Estados Unidos da América). Por um período de seis anos, participantes dos EUA tomaram suplementos contendo antioxidantes, zinco, selênio, reduzindo assim, a probabilidade de a doença evoluir para estágios avançados.   DMRI neovascular: A forma neovascular é a principal causa de perda visual relacionada à DMRI. A perda da visão se deve à neovascularização da coroide, ao crescimento de novos e anormais vasos sanguíneos dessa camada entre a retina e a esclera. Esses vasos novos e anormais tendem a extravasar líquido e sangue para a retina. Mesmo quando cicatrizados, a cicatriz tecidual que ocorre no local dos vasos destrói as células visuais resultando em perda da visão central. A forma neovascular é considerada um estágio avançado da DMRI e não se manifesta em estágios como na DMRI seca. Desenvolve-se mais rapidamente do que a forma seca (em semanas ou meses). Ainda que se manifeste em apenas 10 a 15% dos pacientes com DMRI, dois terços das pessoas com a forma avançada apresentam a forma úmida. A forma neovascular da DMRI responde por mais de 80% dos casos de perda visual severa ou cegueira legal. Embora possa se manifestar em apenas um dos olhos, seu surgimento, quando em presença de drusas grandes e alterações do EPR, está associado a 50% de chance de o outro olho ser afetado em um período de cinco anos. Indivíduos com a forma seca e presença de drusas grandes e alterações pigmentares na mácula também têm grande risco de progressão para formas avançadas da DMRI. O monitoramento periódico é recomendável em presença da forma seca da doença, já que a evolução para a forma úmida pode passar despercebida pelo paciente. A DMRI tem um grande impacto sobre a qualidade de vida do paciente, que é comparável a outras doenças crônicas graves, incluindo insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica. No entanto, até muito recentemente, as opções para o tratamento da Degeneração Macular (DMRI) Neovascular eram limitados.   Saiba mais sobre Tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) com medicamentos intraoculares.   View Video

 

O uso de medicamentos Anti-angiogênicos ou anti-VEGF via injeção intraitrea, trouxe uma nova perspectiva para tratamento de algumas patologias nos últimos anos. Dentre as medicações disponíveis na literatura médica podemos citar: Ranibizumabe (Lucentis ®) e Aflibercept (Eylea®). Outra droga chamada Bevacizumabe (Avastin®), também usada “off-label” no tratamento da DMRI neovascular, tem mostrado bons resultados.

Os estudos que avaliaram sua eficácia para o tratamento da degeneração de mácula pela idade, mostraram que é possível tratar esses pacientes com ganho na visão. Outros estudos mais recentes mostraram a eficácia desses medicamentos no tratamento da Retinopatia Diabética (Edema de Mácula e Proliferação Neovascular) e das Oclusões Venosas.

 

 

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As fotos acima são referentes a Retinografias retratando vários estágios de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). (A) Fundo de Olho Normal. (B) Fase Inicial da DMRI-Drusas. (C) Primeiras irregularidades DMRI-Pigmentares. (D) Fase Progressiva da DMRI. (E) Fase Final da DMRI, nesta foto apresenta vasos sanguíneos que cresceram a partir da coróide, para formar uma membrana neovascular coroidal. Isto causou uma hemorragia na retina, causando perda súbita da visão central. Este pode ser tratado com injecções intravítreas de anti-angiogênicos (anti-VEGF). (F) Fase Final tardia da DMRI-Cicatricial. Se não for tratada adequadamente a DMRI poderá resultar em uma cicatriz macular permanente. A visão central será permanentemente ruim.

 

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Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ®, possui equipe médica especializada, e grande experiência no diagnóstico e tratamento da  Degeneração Macular (DMRI).

 

Agende sua consulta.

Dr. Almyr Sabrosa

Médico-oftalmolgista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia CBO, especialista Retina clinica- cirurgica FMUSP.

Dr.Renato Patuzzo

Médico-oftalmologista especialista pelo Conselho Brasileiro de oftalmologia, Pós-graduação pela PUC-RJ.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.