Distrofia de Córnea – Fuchs

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Distrofia Endotelial de Fuchs

A distrofia de córnea é mais frequente em mulheres que homens, tem caráter hereditário, geralmente bilateral e com associação com Glaucoma de Ângulo Aberto. Tem evolução lenta e sua manifestação associada a presença de córnea guttata que são “depósitos” que se acumulam na camada interna da córnea (o Endotélio) atrapalhando seu funcionamento. A função deste endotélio é manter uma das principais características da córnea: sua transparência. À partir do momento que este endotélio não funciona de forma adequada iniciam os primeiros sintomas da doença.

O embasamento visual começa a incomodar principalmente de manhã e à partir do momento que o problema avança este embasamento demora cada vez mais a passar. Como tratamento inicial em alguns casos, quando necessário, recomenda-se o uso de colírios prescritos pelo médico oftalmologista especialista em córnea. Em casos de alteração importante o Transplante Penetrante de Córnea ou o Transplante de Endotélio da Córnea podem ser indicados.

 

 

View Video  Quais são os sintomas da Distrofia de Fuchs? Na fase inicial da doença, a pessoa não apresenta sintoma nenhum. Muitas vezes o diagnóstico é feito por acaso, ao ir ao oftalmologista fazer o óculos. Nessa fase inicial observamos alteração endotelial que chamamos de córnea guttata . A doença persiste sem sintomas por muitos anos. Conforme a doença progride, as células doentes do endotélio não conseguem mais deixar a córnea transparente e ela incha causando edema da córnea. A pessoa passa a sentir uma piora da visão, com distorção das imagens, visão de halos ao redor das luzes e dificuldade visual. Os sintomas costumam ser mais acentuados pela manhã. Nas fases mais avançadas, o edema aumenta e surgem bolhas na superfície da córnea, uma condição chamada ceratopatia bolhosa, que causa muito desconforto visual e muita dor.   Alguns do possíveis sintomas da Distrofia de Fuchs:   – Dor nos olhos; – Sensibilidade dos olhos à luz, especialmente o brilho; – Visão turva ou “Foggy”, a princípio, apenas no período da manhã; – Vendo halos coloridos ao redor das luzes; – Agravamento da visão ao longo do dia.   Perguntas importantes para você responder! – Você tem mais de 50 anos de idade? – Você acorda com a visão turva que melhora gradualmente durante o dia? – Alguém na sua família tem Distrofia de Fuchs, Guttata ou alteração na córnea? – Se você respondeu sim a estas perguntas, é importante que você consulte um médico oftalmologista especialista em córnea para um exame médico oftalmológico minucioso.   Como é feito o diagnóstico da Distrofia de Fuchs? Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini , especialista desta doença, quando a doença já está em fases avançadas é possível perceber as alterações da córnea no simples exame do oftalmologista. Porém em fases iniciais e para fazer o diagnóstico definitivo um exame é fundamental, a microscopia especular de córnea. A microscopia especular da córnea avalia a forma e quantidade de células do endotélio da córnea, mostrando claramente as alterações da Distrofia de Fuchs. Captura de Tela 2014-06-26 às 22.32.06 Captura de Tela 2014-06-26 às 22.32.17 Também é muito importante para acompanhar a progressão da doença e na rotina pré-operatória de Cirurgia de Catarata por exemplo. Nesse exame, o oftalmologista pode ver e documentar as alterações típicas dessa doença, que são as excrescências do endotélio chamadas de guttata.   Existe risco de um paciente com historia de Distrofia de Fuchs na família desenvolver a doença? Sim. Essa doença é genética e seus filhos poderão herdar a Distrofia de Fuchs. Os seus filhos deverão fazer exames com o oftalmologista especialista em córnea, para avaliar essa possibilidade. E não só os filhos, mas os irmãos e pais de quem tem a Distrofia de Fuchs, devem fazer uma consulta oftalmológica para avaliação.   Como se trata a Distrofia de Fuchs ? Segundo o especialista em transplante de córnea, Gustavo Bonfadini, o tratamento curativo e definitivo para a Distrofia de Fuchs é o transplante da córnea seja ele o Transplante Penetrante de Córnea ou o Transplante de Endotélio da Córnea: DSAEK ou DMEK. Captura de Tela 2014-06-26 às 22.39.05 View Video

 

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Saiba mais sobre: Transplante Penetrante de Córnea.

Saiba mais sobre: Transplante de Endotélio da Córnea. 

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, estimula, participa e ajuda a divulgar vários projetos de saúde ocular. Contamos com equipe médica especializada, e grande experiência no tratamento da Distrofia de Fuchs e das nas mais modernas técnicas de transplante de córnea.

 

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Dr. Gustavo Bonfadini

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.