Herpes Ocular

View Video


Untitled2

 

Grande parte da população desconhece que além da Herpes Labial e da Herpes Genital, existe também o Herpes Ocular. Essa infecção é mais comum do que parece e pode ser muito grave também. A boa notícia é que tem tratamento e quanto mais precoce for o tratamento melhores serão as chances de cura e evitar complicações.

 

O Herpes Ocular está diretamente associado ao Herpes Labial ou Herpes Simples. Também é importante diferenciar o Herpes Simples do Herpes Zoster, que, apesar de apresentarem os mesmos sintomas, são causados por agentes virais diferentes. O Herpes é uma doença que costuma causar feridas (vesículas e pústulas) e crostas nos lábios. Nos olhos o mais comum é a pessoa sentir dor nas pálpebras ou inflamação na Córnea. Independentemente de onde o Herpes Simples ocorra, poderá voltar.

 

O pronto reconhecimento clínico de cada manifestação clínica e o início imediato do tratamento apropriado podem diminuir, em muito, a morbidade da doença. Quando não bem conduzida, a ceratite herpética pode levar a perda da visão devido ao desenvolvimento de opacidade de córnea severa e, em alguns casos mais graves, colocar em risco o olho como um todo quando a infecção e ou inflamação levam a perfuração corneana por necrose do tecido.

 

Untitled3

 

Em casos que a infecção atinge camadas mais profundas da Córnea, há o agravamento do quadro. Repetidas ocorrências dessas manifestações mais agressivas podem levar à perda de visão e, consequentemente, à opacidade da Córnea e em casos avançados até a necessidade de um TRANSPLANTE DE CÓRNEA.

Destre os fatores desencadeantes, pode-se citar o estresse, febre, problemas de saúde bucal ou pós-cirúrgicos, queimadura de sol e traumas são as principais causas do aparecimento do Herpes. Cerca de 60% da população mundial já entrou em contato com o vírus na primeira década de vida. Geralmente, o Herpes Simples se instala no organismo por volta dos cinco anos de idade. Quando não tratado pronta e apropriadamente, pode até causar cegueira. Nos Estados Unidos, 25% das 50 mil ocorrências anuais de Herpes Ocular costumam ser mais agressivas. Os sintomas mais comuns são: lacrimejamento com alta frequência, vermelhidão no olho, visão turva e desconforto no globo ocular.

 

Como se pega o Herpes? O vírus do Herpes é transmitido por contato próximo com uma pessoa contaminada. Na verdade, a maioria da população brasileira adulta já entrou em contato com esse vírus em algum momento da sua vida mesmo sem ter tido qualquer sinal disso. O vírus do Herpes entra no nosso organismo através da mucosa oral ou nasal e se aloja nos nervos. Eles ficam adormecidos nesses nervos até um momento em que a imunidade da pessoa diminui e ai ele pode reativar e causar a infecção. Na maioria das pessoas o vírus fica adormecido por toda a vida sem nunca causar nenhuma infecção, mas em outras ele reativa e infecciona.

 

Como se pega o Herpes Ocular? Quando uma pessoa já teve contato com o vírus do Herpes (embora nem saiba disso) geralmente a pessoa afetada relata algum fator que desencadeou a doença. Pode ter sido uma virose (gripe, resfriado), um momento de estresse emocional (brigas, morte na família, provas e concursos), algum medicamento utilizado, uma baixa imunológica ou qualquer outro evento parecido.

 

No tratamento do Herpes Ocular são utilizados remédios que combatem o vírus, geralmente por via oral, mas raras vezes pode ser necessário medicamente administrado por via endovenosa.

 

Muitas vezes o Herpes Ocular afeta pacientes com outras doenças, como por exemplo pacientes alérgicos e que fizeram TRANSPLANTE DE CÓRNEA, sendo sempre necessário que o oftalmologista pense no Herpes como causa do problema, para diagnosticar e tratar de maneira correta.

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.

 

O QUE É CONJUNTIVITE ? Clique aqui para saber mais sobre O QUE É CONJUNTIVITE ?

ALERGIA OCULAR:Clique aqui para saber mais sobre ALERGIA OCULAR

TRANSPLANTE DE CÓRNEA:Clique aqui para saber mais sobre TRANSPLANTE DE CÓRNEA

Dr. Gustavo Bonfadini

É o Diretor Médico do Banco de Olhos do Estado do Rio de Janeiro -INTO e Coordenador da Câmara Técnica Estadual de Transplantes de Córnea. Realizou fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Universidade de Johns Hopkins – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.