Neurite Óptica

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A neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico. O nervo óptico é o responsável por levar a informação do olho até o cérebro. A inflamação causa desmielinização, uma alteração na camada mais externa do nervo, impedindo que a informação seja transmitida de maneira eficaz. A Neurite Óptica tem cura, e o diagnóstico precoce pode evitar perda de visão, explica o oftalmologista Dr. Almyr Sabrosa. Segundo ele, a neurite óptica é menos frequente em comparação com outras doenças oculares, como Catarata ou Conjuntivite, mas é uma das mais graves.

 

As causas de Neurite Óptica nem sempre são identificadas (estas são chamadas idiopáticas), outras causas incluem esclerose múltipla, infeções virais (como varicela, caxumba, mononucleose e herpes) e outras doenças inflamatórias (sífilis, tuberculose, sarcoidose).

 

O paciente, geralmente jovem, com idade entre 18 e 45 anos, percebe piora da visão em um olho. Além da baixa de visão o paciente costuma sentir dor com a movimentação do olho, mas não apresenta olho vermelho. O exame do fundo de olho do paciente pode mostrar edema (inchaço) do nervo ou ser normal (no caso da região do nervo afetado ser mais posterior, longe do olho. Esta forma é chamada retro-bulbar).

 

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Diagnósticos diferenciais (outras causas para o mesmo sintoma do paciente): Neuropatia óptica isquêmica, papiledema (edema do nervo causado por aumento da pressão intracraniana), hipertensão sistêmica maligna (apresenta edema de disco bilateral e hipertensão arterial).

 

Os defeitos de campo visual podem estar presentes na neurite óptica, não existindo nenhuma alteração típica descrita. É sempre indicada a realização do exame Campo de Visão.

 

Tratamento:

 

Segundo o oftalmologista Dr. Gustavo Bonfadini, os pacientes devem ser submetidos à um exame oftalmológicos completo e, no caso de suspeita de neuropatia óptica pode ser necessário realizar uma ressonância nuclear magnética do cérebro. A ressonância ajuda a investigar sinais de doença desmielinizante no cérebro e nos ajuda a prever a probabilidade do paciente desenvolver esclerose múltipla no futuro.

 

O tratamento é realizado com uso de corticóide para diminuir a inflamação, acelerar a recuperação visual e, no caso de alteração na ressonância magnética, diminuir a chance de outras crises no futuro. Há maior benefício no tratamento precoce, até sete dias do início dos sintomas.

 

A recuperação costuma ser boa e a visão retorna a valores quase normais depois de alguns meses.

 

Em alguns casos pode haver benefício no tratamento da esclerose múltipla com interferon.

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ® utiliza os mais modernos equipamentos no mundo: O Retinografo, o Visucam 500 – Zeiss®(Alemanha) e o Campo Visual Computadorizado, o Humphrey HFA 750 – Zeiss®(Alemanha).

 

O exame de Retinografia, auxilia na documentação da anatomia do fundo de olho do paciente, e também pode-se digitalizar a imagem do nervo óptico em 3D: Estero Foto de Papila Nervo Óptico.

 

O exame de Campo Visual, auxilia na documentação da visão periférica do paciente, e tem a função de detectar e quantificar anormalidades no campo visual, causadas, principalmente, por patologias Retinianas, Neurológicas ou Glaucoma.

 

 Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.

 

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Dr. Almyr Sabrosa

Médico-oftalmolgista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia CBO, especialista Retina clinica- cirurgica FMUSP.

Dr. Gustavo Bonfadini

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.