Transplante de Células Tronco

Transplante de Células Tronco da Córnea

O Transplante de Células-Tronco da Córnea, também chamado de transplante de Limbo é um procedimento indicado para restabelecer a visão, principalmente nos casos de queimadura ocular química por cal ou produto ácido e de limpeza, ou térmica e outras doenças que afetam o olho, como a Síndrome de Stevens-Johnson, Penfigóide ocular cicatricial, Aniridía congênita, Pterígio e o uso crônico ou frequente de lentes de contato.

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Células tronco são células capazes de se diferenciar em diferentes tecidos. Hoje acreditamos que a pesquisa com células tronco pode resultar em novas opções de tratamento para doenças neurológicas, degenerativas, oculares, etc. O transplante de medula óssea, por exemplo, é um tratamento comprovado que utiliza células tronco para repopular a medula de pacientes no tratamento de câncer ou doenças degenerativas.

Apesar do grande investimento e de muitas publicações científicas sobre o assunto, ainda não existem muitos tratamentos que utilizam células tronco e tenham eficácia garantida em diversas doenças.

O potencial uso de células tronco é eficaz no tratamento de algumas doenças da córnea. Porém ainda não temos evidências de eficácia no tratamento da retinose pigmentar, casos de cicatriz de retina (como na toxoplasmose ocular) e casos avançados de Glaucoma, doença da mácula ou retinopatia diabética.

Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini, neste procedimento implantamos células tronco sadias do olho não afetado (doenças unilaterais), e nos casos bilaterais podemos retirar este tecido de um olho doador de um parente ou de um cadáver.

A melhor opção é que as células venham do próprio paciente, porém se não for possível, o doador vivo mais adequado é escolhido através de um exame de sangue (Compatibilidade HLA e ABO) entre os irmãos, pais ou filhos do paciente afetado. O limbo, local onde estão as células tronco, que é retirado do olho doador sadio não prejudica o doador pois a quantidade retirada é pequena. Nos casos de doador cadáver é necessário utilizar medicamentos imunossupressores via oral para evitar a rejeição. Quando se consegue um bom pareamento HLA pode-se evitar a imunossupressão.

Trata-se de um procedimento cirúrgico realizado com anestesia local. Algumas vezes um futuro Transplante de Córnea é necessário para reabilitar a visão.

 

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Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ® , possui equipe médica especializada, com experiência no diagnóstico e tratamento das Doenças na Córnea.

 

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Dr. Gustavo Bonfadini

É o Diretor Médico do Banco de Olhos do Estado do Rio de Janeiro -INTO e Coordenador da Câmara Técnica Estadual de Transplantes de Córnea. Realizou fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Universidade de Johns Hopkins – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.