Transplante Lamelar de Córnea

Transplante Lamelar Anterior Profundo ou

Ceratoplastia Lamelar Anterior Profunda (DALK)

  

Transplante Lamear de Córnea: O que é e para que serve?

A Córnea é a primeira lente do olho e a que mais contribui para a focalização da luz na retina, um tecido que reveste o olho por dentro e é responsável pela absorção da luz. O transplante de córnea consiste na substituição da córnea do paciente, por uma córnea doada para restabelecer a transmissão ideal da luz pelos meios do olho.

Os casos de Ceratocone que progredirem para onde a correção visual não pode ser mais atingida com óculos e lentes de contato ou quando o afinamento da córnea se torna excessivo ou ainda em casos onde existam cicatrizes de Córnea (por Hidrópsia, Infecções, Traumas ou Distrofias)ou exista a presença de leucoma (opacificação corneana importante), o Transplante de Córnea se torna necessário.

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.40.05

A Ceratoplastia Lamelar é uma técnica cirúrgica de Transplante de Córnea utilizada no tratamento de patologias que afetam a região anterior e estroma médio corneano. É um procedimento extra-ocular que oferece uma adesão tecidual eficiente no pós-operatório imediato e reabilitação visual rápida, com mínimo risco de rejeições e outras complicações a longo prazo em comparação com o transplante de córnea com espessura total da córnea convencional.

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.40.20 O mais recente avanço para o tratamento cirúrgico do Ceratocone em transplante é o refinamento da técnica de Transplante de Córnea de espessura total (Transplante Penetrante) por um Transplante de espessura parcial (Transplante Lamelar). Trata-se do implante da córnea mantendo o endotélio do paciente. Com a nova técnica, é possível que esses pacientes recuperem a capacidade visual com menor risco de rejeição. A outra inovação é o Transplante Lamelar Posterior (Transplante Endotelial), indicado para doenças que afetam o endotélio, a nova técnica não elimina o risco de rejeição, mas diminui o risco de alto astigmatismo.

 

A) Ceratoplastia Lamelar Anterior Profunda (DALK)

Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini, especialista nesta técnica cirúrgica e desenvolvedor de material cirúrgico para melhorar o resultado desta técnica: “O Transplante Lamelar Anterior Profundo é realizado, preservando-se a camada interior da córnea – chamada de endotélio. Essa técnica é importante, por diminuir a probabilidade de rejeição e melhorar os resultados quando comparada a técnica cirúrgica tradicional.” Retira-se somente o estroma corneano (a parte doente da córnea), mantendo-se a membrana de Descemet e o Endotélio. A técnica conhecida como “Big Bubble”, na qual se separa a membrana de Descemet do Estroma utilizando uma bolha de ar é a mais utilizada.

A técnica conhecida como “Big Bubble” (Grande Bolha), é mais difícil de ser realizada, mas representa uma boa opção quando a parte interna da córnea (endotélio) está saudável.

 

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.40.40

http://www.katena.com/html/new_product_detail.cfm

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.40.50

 

 

 

 

B) Ceratoplastia Lamelar Anterior com uso de Laser de Femtosegundo ou

Femtosecond Laser–Assisted Lamellar Keratoplasty (FLAK)

 

A nova revolução do laser em oftalmologia!

Há poucos anos está disponível no Brasil a tecnologia do Laser de Femtosegundo, que é considerado um método mais seguro, reprodutível e eficaz quando comparado ao corte corneano confeccionado por microcerátomo nos aspectos de espessura, diâmetro e qualidade do corte. O uso deste laser tornou-se o “padrão ouro” no que se refere a previsibilidade de corte na córnea.

A Ceratoplastia Assistida por Laser de Femtosegundo tem rendimento visual comparável ao Transplante Penetrante, mas com melhor cicatrização e resistência do enxerto. Resultados com a ceratoplastia assistida por Laser de Femtosegundo (FLAK, na sigla em inglês) têm mostrado que esta técnica proporciona aumento da resistência em vazamento de feridas e excelente segurança. Os dados que vem surgindo sugerem que a FLAK proporciona melhores resultados em termos de astigmatismo, acuidade visual e recuperação visual precoce do que a Ceratoplastia Penetrante convencional.

 

Todo transplante de córnea precisa de sutura (costura com pontos)?

Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini, nem sempre. Dependendo da indicação clínica e da técnica cirurgica empregada, pode-se optar por um procedimento cirúrgico sem pontos, o que é avanço significativo para os transplantes de cornea realizados a cinco (05) anos atras.

Recentemente foi publicado artigo cientifico em uma importante revista da Oftalmologia Mundial (Cornea Journal: Cornea Volume 32, Pages 533–537, Number 4, April 2013), no qual nosso grupo demostrou a eficácia dos primeiros pacientes operados no Brasil com esta técnica cirúrgica inovadora. Nesta técnica chamada de FALK (do inglês Femtosecond Laser–Assisted Sutureless Anterior Lamellar Keratoplasty) fizemos o transplante apenas substituindo a porção doente mais superficial da córnea, com o auxílio de um laser e não mais lâmina de bisturi, como se faz tradicionamente.

Deste modo não foi necessário o uso de sutura (costura com pontos), reduzindo o tempo cirúrgico e de recuperação, diminuindo a chance de rejeição do transplante e reduzindo as chances de complicações relativas as suturas.

Captura de Tela 2014-06-26 às 22.39.20

 

 

“O objetivo do transplante não é somente o de ter uma córnea transparente, mas aliar isso a um paciente que vive melhor e mais feliz” afirma o oftalmologista Dr.Gustavo Bonfadini.

  

Saiba mais sobre Transplante de Córnea.

Saiba mais sobre: Uso de espátula e dissector para otimização da ceratoplastia lamelar anterior profunda (DALK). 

Saiba mais sobre: Ceratocone.

Saiba mais sobre: Anel intracorneano em Ceratocone.

Saiba mais sobre: Tratamento do ceratocone.

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

 

No Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ) são utilizadas modernas técnicas de Transplantes de Córnea que permitem a redução no tempo de recuperação do paciente e melhoria nos índices de sucesso dos transplantes, possibilitando resgate da qualidade de vida do paciente.

 

Agende sua consulta. 

 

 

Imagem Reportagem entrvista Gustavo sobre manual de transplante de córneaFaça Download do Manual.

 

Dr. Gustavo Bonfadini

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.


Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.