Anel intracorneano em Ceratocone

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Anel intracorneano em Ceratocone

2018-04-09T23:05:14+00:00

O anel intracorneano (Kerarings ®, Anel de Ferrara ® ou Intacs ®) é uma órtese transparente de acrílico, de pequeno formato semicircular, de espessuras e diâmetro variáveis, confeccionada com o mesmo material utilizado na confecção de lentes intra-oculares da cirurgia de Catarata. Ele é perfeitamente tolerado pelo organismo, não havendo risco de rejeição.

 

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O implante de anel intracorneano é indicado, principalmente aos portadores de Ceratocone em evolução de qualquer faixa etária, intolerantes a lentes de contato, ou com distorções acentuadas da córnea, como ocorre após o transplante. É também indicado para correção de deformidades corneanas como ectasias pós Lasik e PRK, astigmatismo irregular pós transplante de córnea e degeneração pelúcida.

O anel intra-corneano é uma técnica cirúrgica com finalidade ortopédica. Esta técnica consiste na implantação da órtese no interior da córnea de modo a alterar a curvatura da córnea na quantidade necessária para correção que se deseja obter.

 

 

 

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Um aspecto importante deste tratamento, é que esta técnica é reversível, pode ser ajustada em caso de correção inadequada, através da troca da órtese. O anel poderá ser removido em qualquer época sem prejuízo para saúde da córnea. A cirurgia é realizada sob anestesia local. A cirurgia é rápida e indolor, permitindo assim uma recuperação rápida e a volta do paciente ás atividades normais em pouco tempo.

Os riscos são mínimos. Com em qualquer cirurgia pode ocorrer infecção. Neste caso, o anel deverá ser removido e pode ser reimplantado posteriormente. Não há perigo de rejeição. A cirurgia não impede ou prejudica o Transplante de córnea. As complicações são mínimas e o mais importante, reversíveis, isto é, pode-se remover o anel intra-corneano e a córnea volta às medidas originais. A reabilitação visual é rápida, mas a estabilização ocorre a partir do terceiro mês. É normal, neste período, o paciente apresentar flutuação na visão.

 

QUAL A INDICAÇÃO PARA O IMPLANTE DO ANEL INTRACORNEANO ?

É uma alternativa para o tratamento do Ceratocone.

O Ceratocone é uma doença hereditária que se desenvolve geralmente na adolescência. Esta doença provoca o afinamento e deformação da córnea.

Nos estágios iniciais, o portador de ceratocone pode se beneficiar do uso de óculos. Com a evolução da doença, as lentes de contato estão indicadas. Nos casos de má adaptação às lentes de contato, o anel é a alternativa mais segura.

Esta Técnica pode evitar o Transplante de Córnea que é um procedimento complexo devido ao risco de rejeição.

Outras possíveis indicações para o anel intracorneano são os Astigmatismos (irregularidades corneanas) gerados por ectasia pós excimer laser, degenerações corneanas e Transplante de córnea.

 

O ANEL PODE SER IMPLANTADO EM TODOS OS CASOS DE CERATOCONE ?

Não. Nos casos de Ceratocone avançado com opacidade corneana e em córneas muito finas há contra-indicação ao uso do anel. Assim, uma avaliação oftalmológica completa será necessária, incluindo biomicroscopia (análise da transparência), Topografia de córnea (análise do relevo) e Paquimetria (medida da espessura).

O USO DO ANEL INTRAESTROMAL VAI CORRIGIR COMPLETAMENTE A VISÃO?

O segmento de anel é uma órtese, assim, seu objetivo é regularizar a superfície corneana, de tal forma que a visão possa ser restabelecida de forma complementar com o uso de óculos ou mesmo de lente de contato.

A recuperação visual após o implante do anel intracorneano é progressiva, havendo flutuação da visão no período pós-operatório. Após algumas semanas há estabilização da visão.

Devemos lembrar que muitos portadores de ceratocone, antes do anel intraestromal,

tinham como única alternativa o Transplante de córnea, que freqüentemente necessita de óculos ou lentes de contato para a reabilitação visual final.

 

COMO É FEITO O IMPLANTE DE ANEL INTRAESTROMAL ?

É uma cirurgia realizada em centro cirúrgico com auxílio de microscópio. A anestesia é tópica (colírio anestésico), sendo o procedimento indolor. A alta tecnologia, com material cirúrgico de alta precisão e uso do Laser de Femtosegundo, permite que a cirurgia seja realizada em cerca de 10 minutos.

Conforme explicado pelo Dr. Gustavo Bonfadini, atualmente este procedimento já pode ser realizado por meio de um Laser de Femtosegundo. Com o uso do Laser, não há corte com bisturi, fazendo com que a incisão seja criada a partir de uma fotodisrupção (separação virtual) das lamelas da córnea, confeccionando assim um túnel na córnea exatamente conforme planejado pelo cirurgião, conferindo uma maior previsibilidade e eficiência na cirurgia.

Após a cirurgia é colocada uma lente de contato como curativo. São prescritos colírios antibióticos e anti-inflamatórios.

O retorno às atividades habituais ocorre após alguns dias.

 

EXISTE ALGUM RISCO DO IMPLANTE DO ANEL INTRAESTROMAL ?

Como qualquer cirurgia, complicações são descritas. Pode ocorrer infecção e expulsão do anel, embora com uma incidência muito baixa.

Assim, o uso da medicação prescrita e cuidados como não coçar os olhos são muito importantes no pós-operatório. Na ocorrência de alguma complicação, os anéis podem ser removidos, voltando o paciente à situação anterior. O procedimento é reversível.

 

POR QUE O USO DO ANEL É UMA TÉCNICA SEGURA? 

Falamos que essa técnica é mais segura se comparado ao Transplante de Córnea. Em muitos aspectos a cirurgia é menos agressiva e mais segura. A anestesia tópica é mais segura e menos dolorosa, sem os riscos de formação de hematomas dos bloqueios peri-bulbares usados nos transplantes. A incisão na córnea é microscópica e não atinge o interior da câmara anterior.

A incisão do Transplante Penetrante de córnea é total, e todo o olho é aberto, com exposição momentânea dos tecidos internos e risco de extrusão destes. A abertura do olho e o grande número de suturas no Transplante de Córnea amplificam os riscos de infecção.

Os anéis são confeccionados em PMMA, um tipo de acrílico que se mostra inerte, e que há cerca de 50 anos é utilizado na confecção de lentes intra-oculares da cirurgia de Catarata.

Segundo o especialista Dr. Gustavo Bonfadini, “Quando os óculos e a nova geração de lentes não são bem aceitos pelo paciente, uma boa opção para o tratamento do Ceratonone, são os anéis intra-corneanos indicados para restaurar a asfericidade da córnea, ou seja, o seu aplanamento.”

 

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Saiba mais sobre: Transplante Lamelar de Córnea.

 

Lembre-se: O médico oftalmologista é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ® , possui equipe médica especializada, com experiência no diagnóstico e tratamento do Ceratocone.

 

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Sobre o Autor:

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.
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