Glaucoma

Glaucoma

2018-04-09T22:14:13+00:00

O que é Glaucoma?

O termo Glaucoma refere-se a um grupo de doenças com diferentes características e sintomas, que têm em comum a lesão do nervo óptico e uma diminuição do campo visual, causadas geralmente pelo aumento da pressão intra-ocular . O nervo óptico poderia ser comparável à “ um cabo para transmissão da informação de uma câmera digital ao computador.”

No Glaucoma ocorre afecção do nervo óptico e envolve a perda de neurônios da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro. Infelizmente o Glaucoma é uma doença quase sem sintomas e silenciosa na fase inicial, e grande parte dos casos procuram o oftalmologista com um grau avançado da doença, levando à cegueira irreversível, produzindo assim grandes perdas individuais e sócio-econômicas, tornando a pessoa inapta para o trabalho e as atividades normais.

 

View Video  Há diferentes tipos de Glaucoma, sendo o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA) o mais comum, correspondendo a 80% dos casos. A parte complicada é que muitas pessoas não percebem os sintomas até o início da perda da visão. Entre os sinais mais comuns desse tipo da doença é a perda da visão periférica. “O paciente não apresenta sintomas, portanto é comum o paciente só descobrir que tem Glaucoma quando já há danos razoáveis e irreversíveis no nervo óptico e na visão”, ressalta o oftalmologista Dr.Gustavo Bonfadini.   View Video

 

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A pressão intra-ocular aumentada (pressão interna do olhos) é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Glaucoma, não existindo contudo uma relação direta entre um determinado valor da pressão intra-ocular e o aparecimento da doença, ou seja, enquanto uma pessoa pode desenvolver dano no nervo óptico com pressões relativamente baixas, outra pode ter pressão intra-ocular elevada durante anos sem apresentar lesões.

 

“Quando o paciente tem Glaucoma, o humor aquoso (liquido interno do olho) não é drenado suficientemente, fazendo com que a pressão aumente”, explica o oftalmologista  Dr. Almyr Saborsa.

 

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Caso não seja tratado, o Glaucoma causa lesão permanente do nervo óptico, levando a uma diminuição progressiva do campo visual e perda da visão periférica, podendo progredir para cegueira. Quando se manifesta em sua forma aguda, a pressão interna do olho fica tão alta que causa perda súbita e grave da visão.

Qual a incidência do Glaucoma?

Segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo. Uma estimativa indica que haverá 66,8 milhões de pessoas com Primário de Ângulo Aberto (GPAA) e Ângulo Fechado em 2010, e que o número de casos de cegueira bilateral será de 11 milhões de pessoas em 2020.

Estima-se que no Brasil mais de um milhão de adultos, idosos e crianças apresentem Glaucoma e muitas vezes sem conhecimento da doença que tem.

 

O Glaucoma pode afetar pessoas de todas as idades?

 Para os pesquisadores, pessoas acima de 40 anos apresentam maior risco de desenvolver a doença, assim como pessoas cujos pais tiveram Glaucoma e os pacientes com Diabetes.

 

 

Saiba mais sobre hábitos que podem agravar o GLAUCOMA e alguns Medicamentos que podem prejudicar ou aumentar o GLAUCOMA 

 

Quais os sinais e sintomas do Glaucoma ?

O Glaucoma raramente ocasiona sintomas. Os sinais da doença na forma AGUDA são fortes DORES DE CABEÇA, DOR OCULAR, SENSIBILIDADE À LUZ e ENJÔO.

Na forma CRÔNICA a doença se manifesta por diminuição da visão periférica. No começo a perda é discreta, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser percebidas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Frequentemente, o paciente não percebe a perda de visão até apresentar a “visão tubular”, ou seja, apenas a visão central é preservada, o paciente começa a esbarrar em objetos, tropeçar, porque a percepção periférica é ausente.

Se o Glaucoma não for tratado, o campo visual diminui cada vez mais, obscurecendo a visão central e finalmente progredindo para a cegueira do olho afetado. Não se deve aguardar pelos sintomas de perda visual, que são irreversíveis, mas podem ser prevenidos, atrasados ou estabilizados pelo tratamento com colírios e/ou cirurgia.

 

Quais são os exames para o diagnóstico do Glaucoma ?

 

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Na propedêutica do diagnóstico de Glaucoma alguns EXAMES devem ser realizados, como: TONOMETRIA DE APLANAÇÃO (exame da medida da pressão intraocular), FUNDO DE OLHO (exame para avaliar se existe dano do nervo óptico gerado pelo glaucoma), GONIOSCOPIA (exame para classificar o tipo de glaucoma) e CAMPO VISUAL, exame que avalia se ocorreu perda da visão periférica. O diagnóstico do Glaucoma em suas formas iniciais e moderado só é feito em uma consulta oftalmológica de rotina e a aferição anual da pressão do olho é a melhor forma de se preservar a VISÃO.

 

Saiba mais sobre Glaucoma tem cura?

Saiba mais sobre Abandono do tratamento do Glaucoma.

Saiba mais sobre Tipos de Glaucoma.

 

Tratamento do Glaucoma

O tratamento de Glaucoma tem como objetivo diminuir a pressão intra-ocular elevada, que é o principal sintoma do Glaucoma, a partir daí fica mais fácil resolver outros problemas causados. Esse tratamento é feito, em geral, com o uso de medicamentos do tipo colírio pingado nos olhos com certa periodicidade determinada pelo médico oftalmologista. Caso os colírios não consigam abaixar significativamente a pressão dos olhos pode ser necessário ser feito uma cirurgia de Glaucoma. Esta pode ser feita através de duas técnicas: a Trabeculoplastia, que é uma cirurgia a laser para o Glaucoma e, a Trabeculectomia uma cirurgia mais convencional.

 

Uso de Colírios: Todos os colírios podem inicialmente causar sensação de ardência ou queimação. Apesar de desconfortável, este não dura mais do que alguns segundos. É importante utilizar sua medicação exatamente como seu médico a prescreveu. Exemplo: colírios com prescrição de duas vezes ao dia tem usualmente uma ação de 12 horas. Em razão da absorção dos colírios pela corrente sanguínea, é importante relatar ao seu médico quaisquer outros medicamentos em utilização no momento.

 

 

Aprenda a pingar corretamente um colírio no olho!

 

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A fim de minimizar a absorção pela corrente sanguínea e aumentar a quantidade absorvida pelo olho feche seus olhos por um ou dois minutos após a administração dos colírios, pressionando levemente o canto do olho perto do nariz para fechar os ductos de drenagem da lágrima.

Mesmo que todos os medicamentos possuam potenciais efeitos adversos, é importante observar que a grande maioria dos pacientes não os apresenta.

 

Uso de Medicações Orais: Ocasionalmente os colírios não são suficientes para controlar a pressão intra-ocular. Quando isto acontece,  a medicação via oral deve ser prescrita em adição aos colírios. Esta medicação, que apresenta mais efeitos adversos do que os colírios, também age diminuindo a “torneira” do olho, diminuindo a produção do líquido interno do olho (humor aquoso).

Usualmente é prescrita de duas até quatro vezes ao dia. É importante levar esta informação também aos seus outros médicos. Fazendo isso você estará contribuindo para que eles não lhe prescrevam drogas que possam causar interações medicamentosas perigosas.

 

O que é Trabeculoplastia ou Cirurgia a Laser?

A trabeculoplastia, é um método eficaz no tratamento do Glaucoma Primário de Ângulo Aberto considerado não-evasivo, apresentando efeitos adversos e efeitos colaterais menores que os demais procedimentos cirúrgicos.

 

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A trabeculoplastia realizada com o laser de argônio é a técnica mais utilizada e mais estudada da atualidade, mas existem também outros lasers aplicados com outras técnicas e com mecanismos de ação diversos. Nesta cirurgia a laser há a drenagem do fluido para fora do olho. Alguns pacientes precisam continuar tomando os medicamentos mesmo depois do procedimento para efetivar os resultados. Assim como outras cirurgias, a trabeculoplastia a laser pode causar efeitos colaterais, como a inflamação quando não realizadas corretamente ou tiver um pós-operatório correto. Estas cirurgias a laser servem para reduzir a pressão intra-ocular (link para tipos de Glaucoma) em alguns pacientes.

 

O que é Trabeculectomia?

A trabeculectomia é um processo cirúrgico nos olhos para realizar o tratamento de Glaucoma. Este processo onde é feito um dreno no olho, ou seja, uma intervenção para a drenagem natural bloqueada com a finalidade de diminuir a intra-ocular. A trabeculectomia assume a forma de uma válvula e a pressão do olho é aliviada, pois o fluido pode agora ser drenado através da nova válvula.

 

Manter a pressão intraocular em níveis baixos, sob controle, é chave para prevenção da perda visual nos casos de Glaucoma.

 

O Dr. Gustavo Bonfadini explica que a única maneira de prevenir a doença é realizar uma consulta anual com um oftalmologista. Por meio do exame de fundo de olho, o médico avaliará o nervo óptico e medirá a pressão intra-ocular. Caso necessário outros exames serão solicitados e desta forma o diagnóstico ou exclusão de Galucoma será feito.

 

A Lei: Todo dia é dia de prevenir e tratar o Glaucoma!

 

O presidente Fernando Henrrique Cardoso, sancionou uma Lei para reforçar a importância do combate ao Glaucoma.

Lei N°10.456/2002

 

Dia 26 de Maio – DIA NACIONAL DE COMBATE AO GLAUCOMA

Neste dia várias ações de prevenção e combate ao “ladrão silencioso da visão” estarão à disposição da população.

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ®, participa, estimula e atua divulgando diversos projetos de saúde ocular, inclusive na prevenção à cegueira e combate ao Glaucoma.

Contamos com equipe médica especializada, e grande experiência no diagnóstico e tratamento do Glaucoma.

 

Agende sua consulta. 

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

Sobre o Autor:

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.
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