Tipos de Glaucoma

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Tipos de Glaucoma

2018-03-31T16:29:37+00:00

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 O Glaucoma é causado por diferentes enfermidades que, na maioria dos casos, levam a um aumento da pressão do olho. O aumento da pressão é causado por um bloqueio ao fluído do interior do olho e com o tempo causa dano ao nervo óptico. Através da detecção precoce, diagnóstico e tratamento, você e seu oftalmologista podem ajudar a preservar sua visão.

 

View VideoO que é Pressão intra-ocular? A pressão intra-ocular é a medida da pressão dos olhos que quando estiver mais alta que o normal pode causar Glaucoma. Esta pressão intra-ocular trata-se da quantidade de “humor aquoso”, o líquido interno do olho. Quando a pressão intra-ocular é elevada a níveis muito altos, as células nervosas do nervo óptico se comprimem, danificando-as e podendo causar a morte destas células nervosas, ou seja, o individuo pode perder parcialmente ou totalmente a visão. É importante medir a pressão dos olhos regularmente em uma visita ao médico oftalmologista, pois quanto antes seja descoberto uma alteração, pode ser feito o tratamento do Glaucoma para garantir a visão do paciente.   View Video

 

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Veja os principais tipos de Glaucoma:

 

– Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA): 

A forma mais frequente de Glaucoma, é comum depois dos 35 anos, mas, por vezes, aparece em crianças. A doença tem tendência para aparecer em vários membros de uma mesma família e é mais comum entre pessoas com diabetes e com miopia. Desenvolve-se com maior frequência e pode ser mais grave nas pessoas de raça negra.

É uma doença crônica que pode progredir mais lentamente se tratada. Acredita-se que seja hereditária, embora isto ainda não esteja bem definido. Visto que não apresenta sintomas, muitos pacientes têm dificuldade em entender porque é necessário um tratamento com medicamentos caros por toda a vida.

Aproximadamente 1% dos americanos apresentam esta forma de glaucoma, tornando-o a forma mais comum no país. Ocorre predominantemente em indivíduos acima de 40 anos.

Este tipo de Glaucoma não é acompanhado por sintomatologia. A pressão intraocular sobe lentamente (quase sempre em ambos os olhos), e a córnea se adapta sem edemaciar, ou seja, sem apresentar sinais de que alguma coisa está errada. O nervo óptico é lesionado provocando uma lenta, mas progressiva perda da visão. A perda da visão começa nos extremos do campo visual e, se não for tratada, acaba por se estender por todo o resto do campo visual e, finalmente, provoca cegueira.

Não há dor e o paciente muitas vezes não percebe que está perdendo lentamente a visão até os últimos estágios da doença. Entretanto, quando a visão encontra-se prejudicada, o dano é irreversível.

Seguir corretamente a orientação médica e usar regularmente a medicação é crucial na prevenção da perda visual. Discuta os efeitos colaterais da medicação com seu oftalmologista, vocês precisam atuar como um time nesta batalha contra o glaucoma.

 

– Glaucoma de Pressão Normal

 

– Glaucoma de Ângulo Fechado: Afeta aproximadamente meio milhão de pessoas nos Estados Unidos da America (EUA). Há uma tendência de que esta seja uma doença hereditária, mais comum em indivíduos descendentes de asiáticos e também em pessoas com Hipermetropia.

Nas pessoas que apresentam tendência a desenvolver o Glaucoma de Ângulo Fechado a câmara anterior do olho apresenta-se mais rasa do que o usual. Na maioria das pessoas este ângulo apresenta aproximadamente 45 graus. Quanto mais estreito o ângulo, mais próxima estará a íris da malha trabecular e mais difícil será a drenagem do líquido interno do olho (humor Aquoso).

Com o envelhecimento, o Cristalino (lente natural do olho) torna-se opaco, a isto chamamos de Catarata. A habilidade do humor aquoso de passar entre a íris e o cristalino em seu caminho para a câmara anterior diminui, causando aumento da pressão de fluído atrás da íris, estreitando ainda mais o ângulo. Se a pressão se torna suficientemente alta, a íris é empurrada contra a malha trabecular, bloqueando a drenagem do humor aquoso. Quando este espaço encontra-se totalmente bloqueado, o resultado é um ataque de Glaucoma de Ângulo Fechado (Glaucoma Agudo).

 

– Glaucoma Agudo: Diferentemente do Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA), onde a pressão do olho se eleva de forma lenta, no glaucoma agudo a pressão do olho aumenta muito e rapidamente.

Este rápido aumento da pressão intra-ocular pode ocorrer num prazo de algumas horas e tornar-se extremamente doloroso. Dependendo do aumento pressórico, a dor pode ser tão intensa que pode causar náuseas e vômitos. Os olhos tornam-se vermelhos, a córnea fica edemaciada e opaca, e o paciente pode referir halos luminosos e visão borrada.

Um ataque agudo de Glaucoma é uma condição de emergência. Se há demora em iniciar o tratamento, a visão pode estar permanentemente destruída. Cicatrização da malha trabecular pode ocorrer como resultado de glaucoma crônico, que é muito mais difícil de ser controlado. Pode haver também o desenvolvimento de Catarata.

Muitos destes ataques repetidos ocorrem em ambientes escuros como teatros e cinemas. Se você está lembrado, ambientes escuros causam dilatação da pupila, ou seja, aumento no seu tamanho. Quando isso acontece, há máximo contato entre o cristalino e a íris, o que deixa o ângulo estreito e pode desencadear um ataque. Sabe-se também que a pupila também dilata em momentos de estresse e ansiedade. Conseqüentemente, muitos ataques de glaucoma agudo ocorrem durante períodos de estresse.

Medicamentos com ação anticolinérgica (antidepressivos tricíclicos – ADT, antipsicóticos de baixa potência, antiparkinsonianos e inibidores da monoamino-oxidase – IMAO) podem precipitar crise de glaucoma de ângulo fechado, portanto devem ser evitados. Preferir o uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS – fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram) e antipsicóticos de alta potência (haloperidol). Pacientes com Glaucoma de ângulo aberto podem usar drogas com efeito anticolinérgico, desde que com acompanhamento oftalmológico.

Uma variedade de drogas também pode levar a um ataque de glaucoma por causar dilatação da pupila. Estas incluem: antidepressivos (ex: topiramato), medicações para gripe, anti-histamínicos e algumas medicações para o tratamento de náuseas.

Por isso é importante o atendimento médico multidisciplinar nestes casos, muitas vezes o médico oftalmologista deve acompanhar este paciente junto ao psicólogo ou médico especialista em Psiquiatria (psiquiatra) ou Neurologia (neurologista) para ajuste de algumas medicações utilizadas nestes pacientes.

 

Saiba mais sobre CUIDADOS COM GLAUCOMA.

 

Ataques de Glaucoma agudo nem sempre são drásticos. Algumas vezes o paciente pode sofrer uma série de ataques menores. Visão borrada com halos pode ser referida, mas sem vermelhidão ou dor ocular.

Um ataque agudo de Glaucoma pode ser tratado com uma combinação de colírios que diminuem o tamanho da pupila e a produção do líquido intraocular. Assim que a pressão tenha baixado para níveis mais seguros o oftalmologista poderá realizar uma iridectomia, procedimento totalmente ambulatorial que consiste na utilização de um feixe de Laser para restaurar o fluxo do líquido intraocular através de uma pequena abertura na íris. É aplicado um colírio anestésico que evita qualquer dor. O procedimento é realizado em alguns minutos e pode ser feito preventivamente no olho que não foi afetado, já que é comum o acometimento de ambos os olhos em épocas diferentes.

Exames de rotina utilizando uma técnica conhecida como Gonioscopia podem prever com alguma antecedência um ataque agudo de Glaucoma de Ângulo Fechado. Uma lente especial contendo alguns espelhos é colocada à frente do olho do paciente, permitindo a visualização do ângulo. Pacientes com ângulos estreitos podem ser advertidos quanto aos sinais e sintomas de uma crise e desta forma procurar tratamento imediatamente – em alguns casos a iridectomia é indicada.

Nem todos os pacientes com Glaucoma de ângulo fechado experimentam um ataque agudo. Ao contrário, muitos desenvolvem o que chamamos de glaucoma crônico de ângulo fechado. Nestes casos, a íris vai fechando gradualmente drenagem do líquido intraocular sem sintomas associados.

Quando isso ocorre, aderências entre a íris e o sistema de drenagem do olho se formam lentamente e a pressão sobe somente quando existem aderências suficientes para comprometer o fluxo. Quando o paciente é tratado com medicação, como pilocarpina, um ataque agudo pode ser prevenido, mas a forma crônica da doença ainda continuará o afetando.

 

– Glaucoma Pós-Trauma

 

– Glaucoma Pigmentar

 

– Síndrome de Esfoliação

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ®, participa, estimula e atua divulgando diversos projetos de saúde ocular, inclusive na prevenção à cegueira e combate ao Glaucoma.

 

Contamos com equipe médica especializada, e grande experiência no diagnóstico e tratamento do Glaucoma.

 

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Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

Sobre o Autor:

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Cirurgia de Catarata e Transplante de Córnea pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa pela Johns Hopkins University – Estados Unidos. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da oftalmologia geral, transplante de córnea, síndrome do olho seco, ceratocone, distrofia de Fuchs, conjuntivite, cirurgia a laser, lentes intra-oculares, cristalino e catarata.
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